Mês da Terra
Como projeto de cozinha transformativa, o FUNCHO está comprometido com partilhar ferramentas e construir soluções para uma abordagem mais sustentável e empática à alimentação e, por consequência, mais justa ao cuidado e ao conforto.
Para que o mês da Terra nos traga boas ideias para a sustentabilidade para aplicarmos ao longo do ano, compilei algumas aprendizagens coletivas, saídas das Oficinas de Cozinha Transformativa, neste artigo.
5 lembretes para cozinhar de forma mais sustentável
1) fazer de raíz é a forma mais simples de garantir que o desperdício é zero
Para além das infinitas possibilidades desbloqueadas ao optares por adquirir os alimentos avulso na tua frutaria local ou mercearia a granel, podes dar múltiplos usos às várias partes dos alimentos e compostar os poucos desperdícios que terás. A alimentação é necessária à sobrevivência de cada ser humano e conhecer os alimentos e as suas potencialidades uma capacidade essencial para recuperar essa autonomia e reaprender a comer de forma intuitiva!
Reduzir o teu engajamento com o modelo consumista ao adquirires apenas o que precisas e tirares o máximo partido de cada fruto da Natureza é o caminho para uma alimentação mais autónoma e sustentável.
2) uma ferramenta nova não é, necessariamente, melhor que uma velha
Panela velha faz boa comida! Sabemos que haverão panelas velhas menos saudáveis para cozinhar, mas o nosso ponto é que ume bom cozinheire é aquele que conhece bem as suas ferramentas. Podes, claro está, investir em boas ferramentas quando tiveres de o fazer — e recomendamos que tentes evitar, dentro das tuas possibilidades, utensílios vetados à obsolência programada — mas isso não significa que tenham de ser novas!
Garantir a longevidade das ferramentas da tua cozinha passa por conhecer a forma apropriada de as utilizar, limpar e guardar de modo a estender ao máximo o período de vida de um auxiliar culinário que já conheces!
3) o teu trabalho a cozinhar pode ser reduzido se optimizares a conservação dos alimentos
Às vezes o mais sustentável a combater o desperdício alimentar pode ser começar por aprender a fazer conservas de alimentos que tenhas em excesso e garantir que o que cozinhas não se estraga. Um gesto simples pode passar por multiplicares as formas de conservar uma refeição ao escolher um recipiente de vidro que possas congelar, aquecer em banho maria, no forno ou no microondas, como nós fizemos com as taras das nossas marmitas!
Organiza a tua despensa e frigorífico de forma a que possas ver primeiro os ingredientes facilmente perecíveis e armazena-os de forma a maximizar o seu potencial de durabilidade.
4) cozinhar pode ser um trabalho, mas não é sobre ser um negócio
O único método para salvar o planeta é funcionar de forma anticapitalista: a uma escala que respeite o ecossistema, se enfoque localmente e se organize por quem trabalha de forma não consumista e produtivista.
Garantir a sustentabilidade financeira do teu trabalho ou operação é focar-te na satisfação das necessidades individuais e coletivas, não no lucro!
5) a comida não vem do supermercado, nem tudo precisa de ser comprado
Informa-te sobre como recolher ervas e frutos (convencionais e não convencionais) em espaços públicos ou silvestres. Podes ter um pequeno canteiro e fazer trocas com amigues, fazer recolhas de produtos perecíveis, ajudar ume vizinhe a podar o limoeiro em troca de limões, etc.
Organiza-te com quem te rodeia para que possas fazer pequenas trocas e gerar uma economia solidária e circular à volta dos cozinhados!
comida para o pensamento transformativo
que redes de troca e partilha pautam a tua alimentação?
qual a origem do que consomes?
que estratégias tens para evitar o desperdício?
que vida dás ao que sobra?
qual o impacto da indústria de processados na tua alimentação?
Título do artigo:
5 lembretes para cozinhar de forma mais sustentável
por Bá de Sá

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porque falamos sobre isto? o que é cozinha transformativa?
Cozinha transformativa é a que, focada em partilhar as ferramentas para a transformação das nossas realidades através da relação com a comida, questiona os modos de produção alimentar e distribuição do cuidado de uma perspetiva transfeminista, horizontal, pondo a vida em primeiro plano


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