AGOSTO
Medrandro #8
newsletter mensal do FUNCHO
Olá!
Nesta Medrando, retomamos a rotina de conversar contigo: contamos-te novidades, semeamos as do futuro e estamos grates pelo presente de continuarmos— para sentires connosco…

Eventos de abril
de sol a sol
durante o verão, temos um menu sazonal à tua espera, com os sabores mais característicos da estação


Crónica mensal
Bá de Sá
Chef e coordenador do FUNCHO
Honestamente, uma mess
Deves ter reparado que há já algum tempo não saíam newsletters nossas. Foram meses verdadeiramente complexos e trabalhosos. Para lá de todas as circunstâncias que conheces, como a operação pendular, o alargar da equipa, muita coisa neste ano poderia ter sido diferente e, precisamente por isso, tivemos a oportunidade de experimentar várias modalidades e reter muitas lições; inclusive do que não foi bem jogado fazer. Não cumprimos os nossos objetivos em várias esferas do projeto, como a comunicação, a consistência, o cuidado; não me cuidei eu, o meu descanso, a minha disciplina, a minha autonomia financeira— tudo premissas essenciais à sustentabilidade material e ideológica do FUNCHO que, descuidadas, foram depreciando o carinho que lhe nutrimos.
O amor ao FUNCHO foi reacendido por outras pessoas que também o fazem, mas de um outro ângulo: pelos amigues, parceires e referências que nos rodeiam. Aceito que no processo de querer construir tem de haver o momento de esperar que o cimento seque para assentar e eu sou uma pessoa com um pouco de miopia temporal…
Falhamos um Mercado Comum porque estava em mudanças de casa, com pouco descanso, cheio de stress e apanhei covid. Reparei que raramente sou cru (ao invés de higiénico) na forma como descrevo as circunstâncias da minha vida e como não dou a conhecer a realidade menos luminosa e mais desoladora de existir nesta vivência trans, teimosa e autogerida. Foi o momento de parar um pouco e recentrar, recolher e recordar porque estou aqui e porque é urgente o FUNCHO como catering e como cozinha transformativa transfeminista e vegana.
Assim, voltamos de uma pausa motivada pela saúde, em que aproveitamos para planear novidades, analisar o crescimento e descansar toda a energia que a autogestão implica.
Honestamente, temos sonhos cuja construção não pode parar e cuja velocidade precisa apenas de ser ajustada à nossa capacidade! E, verdade seja dita, dos sonhos não nos podemos queixar porque, além do que sonhamos encontramos pontos de encontro e de assento destes sonhos — também porque nos arriscamos a falhar — porque nunca duvidamos da necessidade de um projeto como o nosso feito por pessoas como nós. Porque há sempre alguém como nós à espera de encontrar um ponto de encontro.
Os desafios que individualmente, eu, a Isa e, em causa ou consequência, o FUNCHO enfrenta também são matéria orgânica para medrar… muitas aprendizagens por cá se vão fazendo e muitas novidades se vão cozinhando… e ninguém (nem nós) está preparade para as maravilhas que podem, se quisermos vê-las, estar por trás desta cortina de perguntas que nos obstruíram a imaginação…
ficas connosco para as desvendar e receber com curiosidade?
com amor,
Bá

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